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26 de abr de 2010

LIVRO DE CONCEITOS - Super Interessante!!!

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Resolvi dar um destaque e dividir com vocês esta maravilha de artigo elaborado pela Professora Célia, Pedagoga, com habilitação na área da deficiência visual. Parabéns pelo artigo!!!


Confeccionei dois livros com alunos que ainda estão na fase de aquisição de conceitos. Trouxe apenas alguns itens para que vocês possam ter uma idéia do conteúdo. O livro sensorial pode ser encontrado, pronto, no LARAMARA.


Material utilizado
-Folhas em papel cartão por ser mais resistente, sendo um pouco maiores que a de uma sulfite A4;
-Objetos concretos em miniatura, peças de jogos, material de sucata, etc;
- Papeis de diversas texturas (polionda, lixa, camurça, cortiça, etc.);
- Fitas, barbantes, cordões, emborrachado, espuma, EVA, madeira, sintético, veludo, plástico, couro, feltro;
- Escrita em tinta (para crianças com baixa visão os tipos podem ser ampliados, por exemplo, 24 Arial) e escrita em Braille;

Obs: Os mesmos conceitos são apresentados de diversas formas e com materiais diferentes. Segue apenas uma mostra do material:

Conceitos trabalhados
Dentro/Fora
Curto/Comprido
Grande/Pequeno
Maior/Meno
Grosso/Fino
Gordo/Magro
Vazio/Cheio
Em pé/Deitado
Perto/Longe
Esquerda/Direita
Igual/Diferente
Em cima/ Em baixo
Figuras Geométricas
Igual/Diferente
Em cima/ Em baixo





























































Figuras Geométricas
Texturas Diversas



FONTE: http://dvsepedagogia.blogspot.com/2010/04/livro-sensorial.html
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25 de abr de 2010

Somatodispraxia

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Quando se observa uma criança com dificuldade em interagir com o meio ambiente físico, em projetar e executar ações, é possível que possa apresentar dificuldades nas suas capacidades sensoriais e motoras.

O somatodispraxia é um tipo de dispraxia com déficit somatosensorial.A dificuldade é a criança de planejar e executar esse plano seria devido um problema de discriminação sensorial tátil e propriceptivo.

Uma praxia é, de acordo com Ayres, a capacidade ou habilidade que o cérebro tem para organizar e executar ações desconhecidas. Qualquer projeto de ação motora passa por três passos consecutivos: 1) conceptualização da ação; 2) Formulação e seleção de uma estratégia; 3) Execução motora da ação.


Algumas características observáveis:
1) Dificuldades motoras
2) Sensação de cansaço contínuo;
3) Baixa atividade fisíca;
4) Lentidão na aprendizagem de atividades vida diária
5) Dificuldades na motricidade fina (problemas escrita)
6) Problemas na manipulação de lápis e a desenhar;
7) Costumam observar e copiar;
8) Costumam falar das suas ações, mas não as realizam.


Quando detectados estes sintomas, para além de iniciar desde logo um trabalho interdisciplinar, há que orientá-lo dentro de uma perspectiva de integração sensorial.

http://comdiferencas.blogspot.com/2010/01/somatodispraxia.html

Fonte: http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/2010/04/somatodispraxia.html
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22 de abr de 2010

OS MOVIMENTOS DOS OLHOS

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Os movimentos de nossos olhos correlacionam-se com os nossos modos de pensar. Eles são indicadores não do conteúdo dos nossos pensamentos, mas do "como pensamos".

Os movimentos dos nossos olhos dependem dos processos neurológicos ativos quando da construção de nossas representações. Trata-se realmente de "movimentos" observáveis para o alto, ao centro ou dirigidos para baixo, e não das interpretações que cada qual pode alimentar a propósito deles: "Ele tem o olhar triste", "alegre", "sombrio", "límpido" etc.

Tais movimentos freqüentemente são rápidos (menos de um segundo) e sucedem um ao outro. Assim, prestando atenção às relações que existem entre a linguagem sensorial de uma pessoa e seus movimentos oculares, você poderá observar que:
- quando essa pessoa exprime-se em termos visuais, ela tenderá a dirigir os olhos para o alto;
- quando essa pessoa fala consigo mesma, ouve música ou escuta sons na cabeça, seus olhos permanecerão horizontais. Quando se acha num diálogo interior, seus olhos se voltam para baixo, à direita.
- quando ela experimenta uma emoção ou uma sensação, seus olhos serão dirigidos para baixo, à esquerda (tudo isso do ponto de vista do observador).

Indicações Fornecidas pelos Movimentos dos Olhos (do ponto de vista do observador) Importantes e o observado for destro, canhotos e muitas pessoas frequentemente tem as posições esquerda e direita invertidas.

Precisamos igualmente saber que os movimentos dos olhos precedem a expressão verbal do pensamento. Assim, uma pessoa dirigirá, mais ou menos rapidamente, seus olhos para o alto antes de declarar: "Percebo o que você quer dizer." Ou os dirigirá para baixo antes de constatar que ela "se acha à vontade com o seu projeto". Também nesse caso será a freqüência de repetição dos movimentos que poderá servir de indicador do sistema privilegiado de representação utilizado por uma pessoa.

Assim, por exemplo, se, por ocasião de uma série de perguntas que faz a um de seus interlocutores, você prestar atenção aos movimentos oculares dele no momento em que prepara a resposta que vai dar, poderá observar que ele tem tendência a erguê-los ou baixá-los. E poderá deduzir o sistema de representação a que ele recorre para responder. Será suficiente então verificar a sua hipótese, colocando-a em relação com os predicados emprtegados quando da resposta verbal.

O movimento dos olhos é, portanto, um outro meio de acesso aos processos internos de representação do seu interlocutor.

Freqüentemente, movimentos dos olhos e predicados trabalham em uníssono. Aquele que sente utiliza o vocabulário cinestésico enquanto seus olhos dirigem-se para baixo à esquerda. Aquele que usa termos auditivos conserva os olhos orizontalmente, e aquele que emprega termos visuais desloca os olhos para o alto. Quantas vezes, aliás, em resposta a um pedido de informação, você já não observou o interlocutor responder: "Vejamos", enquanto deslocava os olhos e a cabeça para o alto, como se quisesse buscar a resposta no teto. A informação é, às vezes, tão redundante que, não raro, ouvimos em situações parecidas: "Vejamos ver."

Em outros momentos, predicados e movimentos dos olhos diferem: "Sinto-me bem nesta situação" (predicado C), acompanhado de um movimento dos olhos para o alto à direita (V).

Quando predicados e movimentos dos olhos diferem, os predicados indicam o sistema com o qual a pessoa dá um sentido à situação que está vivendo. É o sistema de representação propriamente dito. Os movimentos dos olhos indicam o sistema condutor que esta pessoa toma emprestado para chegar a essa representação.

No exemplo anterior, a pessoa viu interiormente alguma coisa (Vi).

Foi a visão desta imagem que o conduziu ao sentimento. Daí o nome de sistema condutor.

Podemos concluir que o melhor conhecimento do funcionamento do nosso cérebro abre horizontes fascinantes, ricos em conseqüências práticas. Desse modo, baseando-se em observações precisas, a PNL fornece um conjunto de noções e de métodos que permite perceber melhor como cada qual se organiza "em sua cabeça" para construir sua experiência da realidade.

Esses indicadores objetivos (predicados e movimentos dos olhos) são os primeiros elementos que é necessário dominar para utilizar tais métodos, qualquer que seja o campo de aplicação:

- melhoria da comunicação nas relações profissionais (gerência, negociação, venda...);

- a ação pedagógica,

- as intervenções que visam à mudança.

Uma adaptação do livro: Guia da PNL - Novas Técnicas para o desenvolvimento pessoal e profissional Alain Cayrol e Patrick Barrère Editora Record

(Enviado por Andréia Barros)

FONTE: http://sacescola.blogspot.com/2010/04/os-movimentos-de-nossos-olhos.html
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Problema de visão afeta aprendizado, apontam especialistas

Segundo a OMS, cerca de 10% das crianças em idade escolar
apresentam deficiência visual,
problema que pode comprometer os estudos se não for tratado na infância

03 de março de 2009
Foto: Getty Images

Falta de atenção, notas baixas e letras grandes e tortas. Os sinais, que parecem indicar desinteresse do aluno pela escola, podem na verdade estar escondendo problemas de visão. Cerca de 10% das crianças em idade escolar apresentam deficiência visual, segundo a Organização Mundial de Saúde. Detectar o problema ainda na infância é fundamental para garantir o bom aprendizado dos pequenos e evitar lesões mais graves no futuro, alertam especialistas.

De acordo com a oftalmologista Andréa Lima Barbosa, pais e professores devem ficar atentos a atitudes como franzir a testa ao ler e dificuldade para visualizar o quadro-negro. Elas podem ser indícios de miopia, astigmatismo ou hipermetropia - doenças visuais que mais afetam meninos e meninas. "As crianças não sabem expressar a dificuldade de enxergar, por isso cabe aos pais e professores ficarem atentos e realizarem exames periódicos", declara a médica.

Andréa explica que doenças diagnosticadas até os 10 anos de idade - fase em que a visão está totalmente formada - evitam a ambliopia, mal que causa o desenvolvimento desigual das vistas, podendo causar, inclusive, a perda da visão em um dos olhos.

Segundo a especialista, o uso de óculos permite o desenvolvimento saudável da vista e ajuda a criança nos estudos. "Os óculos devem se ajustar às orelhas, ser apropriados para a idade e manter os olhos centralizados nas lentes. É fundamental o apoio dos pais para que a criança aceite o tratamento".

Giovanna Barbosa Samary, 4 anos, começou a usar óculos há cerca de um mês. Segundo seu pai, Anderson Samary Soares, 35 anos, ela dizia ver os objetos embaçados e que tinha dificuldades de visualizar o que a professora escrevia no quadro. Com já há casos de miopia precoce na família, o economista resolveu levar a filha ao oftalmologista para exames.

"Minha esposa usa óculos desde os 5 anos de idade, por isso fiquei desconfiado. Minha filha ficou um pouco resistente para usar os óculos, mas compramos uma armação rosa e tentamos negociar o tempo de uso", ensina.

Pais e professores devem ficar atentos para a possibilidade de a criança estar com doenças de visão, já que ela não consegue verbalizar direito seu problema.

FONTE: http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3610166-EI8266,00-Problema+de+visao+afeta+aprendizado+apontam+especialistas.html
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CONCEPÇÕES E CONCEITOS DE DEFICIÊNCIA VISUAL

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Até hoje, existem muitos questionamentos com relação aos termos empregados as pessoas com déficits visuais. O termo deficiência visual engloba pessoas cegas e pessoas com baixa visão. A identificação destes baseia-se num diagnóstico oftalmológico e consiste na acuidade visual medida pelos oftalmologistas (Amiralian, 2004). Entretanto, é importante distinguir a disposição desses termos, variantes na área e programa a ser apresentado, caracterizados sob os enfoques médico-oftalmológico e pedagógico (dependentes do direcionamento de seus direitos e atividades a serem desenvolvidas).

Pela classificação de 1966 da Sociedade Nacional para Prevenção da Cegueira dos Estados Unidos, o portador de cegueira legal é aquele cuja visão é igual ou menor que 20/200 no melhor olho após correção, e/ou campo visual igual ou menor que 20° (ROCHA, 1987).

Na classificação da OMS, a deficiência visual encontra-se disposta em categorias, apenas de forma quantitativa, baseada em valores de acuidade visual, ou seja, que abrangem desde uma perda visual leve até a ausência total de visão.

“A acuidade visual foi concebida por Haddad, Sampaio e Kara (2001) como a medida do poder de resolução do sistema visual que forneceria informações sobre a integridade desse sistema.” (BRUNO,2005, p.5)

Figueira (1996) distribui a deficiência visual em quatro grupos:
- O primeiro em cegueira congênita (apresentadas no momento do nascimento ou em período imediato);
- O segundo em baixa visão, conhecida também como visão subnormal (cuja acuidade visual principal é de 10/30, no entanto a eficiência visual deverá ser levada em conta);
- O terceiro grupo em cegueira adquirida depois de 12 meses de vida;
- E o quarto, último grupo, considera cegueira ou baixa visão do Sistema Nervoso Central (onde cérebro e olho são anatomicamente normais, porém há deficiência na funcionalidade do córtex visual).

Para isto, foram desenvolvidas escalas e tabelas especiais que possibilitem a avaliação de cada uma destas funções.

“Muitos oftalmologistas também utilizam essas tabelas como parâmetro de acompanhamento da evolução de uma doença ou de um tratamento específico.” (VEITZMAN, 2000, p. 2)

As medições de acuidade visual não descrevem as habilidades funcionais e de desenvolvimento da criança. Desta forma, os testes padrão de acuidade (descrição de figuras) e de orientação visual (directional eye testing) poderão diagnosticar de forma inapropriada, tanto os casos de crianças com baixa visual quanto atraso no desenvolvimento. Tal situação poderá ocorrer por haver nestes casos, crianças que não desenvolveram suas principais habilidades visuais (como interpretação de imagens, busca visual, acomodação visual, etc.).

Esta atitude clínica se diferencia da relação analítica clássica, que é a da interpretação visual.

"Os educadores especializados devem estar em constante comunicação com o oftalmologista para troca de informações sobre o desempenho visual do aluno nas atividades escolares e no programa de orientação e mobilidade. Isto auxilia na tomada de decisão sobre quais recursos que podem beneficiar o educando nas diferentes tarefas: figuras, desenho, pintura, jogos, teatro, leitura-escrita e trabalho em lousa" (BRUNO, 2005, P. 7).

O sujeito precisaria inicialmente desenvolver sua linguagem. Para PIAGET (1986) a construção da linguagem depende da função simbólica, ou seja, da capacidade que a criança adquire por volta de um ano e meio ou dois anos de distinguir o significado do significante, entretanto, no caso de crianças com baixa acuidade visual esta capacidade poderá desenvolver-se somente mais tarde. Para tanto, FERREIRO & PALÁCIOS (1987) explica que é preciso levar em conta que para haver interpretação, é necessário que haja harmoniosidade entre o sistema de representação simbólica e alfabética da linguagem; as concepções dos que aprendem, e as concepções dos que ensinam, professores, têm sobre este objeto.

Tais referências classificam o portador de deficiência segundo suas características visuais e/ou mediante sua funcionalidade visual. A funcionalidade visual tem relação com as habilidades e capacidades em realizar atividades visuais sejam nos processos de leitura e escrita, atividades de vida diária (escovar os dentes, pentear os cabelos, tomar banho, etc.), orientar-se e locomover-se em ambientes, atividades de lazer e profissionalização. Esta classificação não obedece apenas a critérios clínicos, determinados através da medição da acuidade e campo visuais (principais funções visuais), mas a funcionalidade da eficácia operacional.

As crianças com disfunções visuais apresentam melhores resultados do que as crianças visualmente ‘normais’ em testes de memória em curto prazo e em testes de atenção, possivelmente terão uma atuação expressivamente pior na concepção de associações (devido à captação fragmentada e distorcida de conceitos, mesmo quando estes são dos mais simples). Isso ocorre mediante a falta de experiências que limita a capacidade de associar idéias a objetos (Kirk & Gallager, 1996), pois, não existem “receptores nem leitores, mas apenas construtores e intérpretes” (HERNÁNDEZ, 2003, 144) visto que a assimilação não é simplesmente uma relação passiva, de dependência, mas pelo contrário, é conseqüência de um intercâmbio harmonizado com as experiências que cada indivíduo tem vivenciado. A imagem, ao evocar conceitos, reproduções, experiências, aparências, objetos e interesses, incorpora afinidades entre individualidade e a edificação social da compreensão, operando um processo de mediação entre percepção, pensamento e realidade externa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRUNO, M. M. G. Avaliação Educacional de alunos com baixa visão e múltipla deficiência na educação infantil: uma proposta de adaptação e elaboração de instrumentos. Marília, Tese de Doutorado Abril 2005. Unesp.
HERNÁNDEZ, F. Educación y cultura visual. Barcelona: Octaedro, 2003.
PIAGET, Jean. A representação do mundo pela criança. (s.d.) Rio de Janeiro, Record. 1986.
ROCHA, Fundação Hilton. Ensaio sobre a problemática da cegueira Prevenção-Recuperação-Reabilitação. Belo Horizonte: Ed. Fundação Hilton Rocha, 1987.
VIETZMAN, Silvia. Visão subnormal – Rio de Janeiro : Cultura Médica ; São Paulo : CBO ; CIBA Vision, 2000 192p. – (Manuais básicos / CBO ; 17).
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20 de abr de 2010

A ESTIMULAÇÃO VISUAL COM CRIANÇAS ATÉ 03(três) ANOS

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INTRODUÇÃO

Os bebês buscam os estímulos e as respostas de seu ambiente desde as primeiras horas após o nascimento. Tipicamente, eles procurarão o novo e o diferente, enquanto demandam respostas dos outros. Assim, a importância de um ambiente estimulante deve ser enfatizada, porque, só nesse tipo de ambiente, os bebês começam a se dar conta de sua capacidade de agir sobre seu mundo.

Os pais devem ser ajudados a perceber que a criança visualmente incapacitada é per¬ceptiva, tem habilidades de aprendizado, e que precisa de retorno e de estimulação desde seus primeiros momentos. Dentro de algumas semanas depois do nascimento, a criança começa a reconhecer traços faciais da mãe que a alimenta. Quando a mãe fala com o bebê durante a amamentação, este relaciona as feições dela com sua voz e começa a desenvolver a sociabilidade ligada à ama¬men¬tação. O manuseio afetuoso (que inclui abraçar gentilmente, acalentar, dar pal¬ma¬dinhas e o embalar, bem como uma voz suave e calma) é decisivo para a manutenção de uma atmosfera positiva na relação dos pais com o bebê.

Se a criança tem visão, a distância dentro da qual ela é visualmente estimulada pode ser determinada movendo-se objetos fortemente coloridos em direção à criança, até que esta demonstre, através de seu comportamento, ter percebido o objeto. Os pais podem ajudar a estimular o uso da visão pela criança, segurando objetos dentro dessa distância. A estimulação visual é importante, porém o excesso de estimulação visual pode ser tão prejudicial quanto a falta. Se forem usados móbiles, eles devem ser usados por curtos períodos e então retirados. Os mó¬biles deverão ser trocados com freqüência e podem ser feitos a partir de vários materiais domésticos. Grandes imagens de rostos humanos podem ser colocadas dentro da distância em que a resposta visual foi observada. Em alguns berçários para prematuros estas são colocadas dentro das incubadoras ou dos berços.

ESTIMULAÇÃO CINESTÉSICA/VESTIBULAR

Cinestesia é definida como o sentido pelo qual são percebidos o movimento, o peso e a posição dos músculos. O aparato vestibular é o órgão sensor, no ouvido, que detecta sensações relacionadas com orientação e equilíbrio. A estimulação cinestésica e vestibular é reconhecida como sendo extremamente importante desde antes do nascimento até a primeira infância e continua importante pelos sucessivos estágios de crescimento até a idade adulta.

Desde os primeiros movimentos de balanço da mãe carregando o feto até experiências posteriores nos primeiros programas de educação, a estimulação vestibular pode ser gerada de várias maneiras e numa grande variedade de posições. Embalar o bebê gen¬til¬mente, de um lado para outro, gera a esti¬mulação apropriada (Kiss, 1976). Uma luz colocada acima da cabeça fornecerá um ponto de fixação visual para a criança. A posição sentada é a melhor para crianças com paralisia cerebral. A interação entre o sistema vestibular e o cinestésico é extremamente importante para o desenvolvimento da orientação visual e o alinhamento dos olhos (Padula, 1980).

Durante o desenvolvimento das crianças, elas irão progressivamente dos braços da mãe para móveis de balanço, isto é, redes e cadeiras de balanço, para balanços, carrosséis, e para experiências de movimento cada vez mais sofisticadas quando entrarem no programa escolar de educação física.

EFICIÊNCIA VISUAL – UM CONTINUUM

Poucos diagnósticos de diminuição da capacidade visual dizem qualquer coisa sobre a eficiência visual da criança, com exceção daqueles que indicam cegueira total por enu¬cleação (retirada do olho). Isto se dá porque as medições de acuidade não descrevem as habilidades funcionais e de desenvolvimento. Uma criança de 5 anos com diminuição da capacidade visual e que não responde sa¬tisfatoriamente a um teste padrão de acui¬dade (consistindo na descrição de uma figura) ou a um teste de orientação visual (directional eye testing) pode estar inapro¬priadamente diagnosticada. A criança em questão pode estar apresentando um atraso em seu desenvolvimento e não ter ainda desenvolvido as habilidades visuais relacionadas com a tarefa apresentada no teste.

Fisicamente, o sistema de visão do bebê não está maduro por ocasião do nascimento, embora se desenvolva rapidamente durante os primeiros seis meses. Enquanto a criança desenvolve as habilidades visuais para dominar o ambiente através da visão, os seus componentes funcionais amadurecem. Como no caso do sistema auditivo, o bebê não tem a habilidade de controlar o que quer ver e ouvir. As habilidades perceptivas da criança levam-na à maturidade do desenvolvimento.

Funcionalmente, como no caso dos mecanismos do sistema auditivo, os olhos estão fisicamente desenvolvidos por ocasião do nascimento. Por exemplo, os olhos no nascimento são capazes de ver 20/20; no entanto, como a criança ainda não desenvolveu as experiências necessárias para a detecção desse tipo de detalhe, a acuidade de 20/20 não está presente. O mesmo se aplica à habilidade de acompanhamento (que quer dizer habilidade de acompanhar visualmente um objeto).

O controle motor dos olhos para produzir um movimento de acompanhamento suave só pode ser desenvolvido depois de a criança ter sido capaz de desenvolver as habilidades visuais de controle das relações de figura-fundo, das relações visuais entre periferia e centro, a constância de percepção etc. Para acompanhar um objeto em movimento, por exemplo, a criança deve ser capaz de prestar atenção central ao objeto (figura) e não se deixar distrair pelo fundo. Os movimentos dos olhos são, portanto, coordenados controlando-se essas habilidades perceptivas em conjunto com os movimentos dos músculos dos olhos. Isto está acima das habilidades possuídas pelo recém-nascido. O recém-nascido responde à estimu¬lação visual periférica. Isto significa que o desenvolvimento do processamento visual central, do tipo que envolve habilidades de atenção visual e motora, ainda não está completo. Assim, a criança será estimulada visualmente a movimentar-se na periferia do seu campo. Se a criança olhar diretamente para um objeto em movimento, a fixação é perdida porque essa habilidade de fixar a visão em um objeto ainda não se desenvolveu. Bebês acompanharão um objeto muito bem quando este objeto for mantido na periferia e à frente de seu ponto de fixação central. Da mesma maneira, a acomodação (foco para a visão de perto), acuidade etc. melhorarão na medida em que a criança desenvolva esses controles visuais através da experiência.

O recém-nascido fixará a visão por breves períodos em áreas de grande contraste. Luz de teto, sombras e contornos gerais estimulam a fixação porque a criança é capaz de controlar formas rudimentares de experiências percep¬tivas para explorar visualmente e manipular detalhes simples. À medida que a criança amadurece, a fixação em objetos mais detalhados ocorre por causa do amadu¬re¬cimento do processamento visual que leva ao con¬trole motor.

Durante os primeiros meses, a criança deverá ter desenvolvido o uso binocular da visão e, com o tempo, começa a acomodar e observar objetos a pequenas distâncias. Ao final do primeiro ano, a criança deverá ser capaz de relacionar a audição com visão e será capaz de localizar visualmente sons dentro do aposento.

DESENVOLVIMENTO MOTOR

O desenvolvimento sensorial da criança é fortemente apoiado pelos componentes motores. Experiências sensoriais de visão, audição, toque etc. provêm da combinação de informações recebidas pelos sentidos com a ação motora. Assim, as experiências sensoriais da criança ganham sentido para serem armazenadas e usadas mais tarde em combinações de infor¬mação de mais alto nível.
MOTOR VISUAL

A forma mais primitiva de experiência per¬ceptiva é a percepção das relações figura-fundo. No momento em que o bebê abre seus olhos e fixa a visão em um objeto ele está prestando atenção em um aspecto do ambiente e deixando todo o resto se distanciar como fundo. As relações de figura-fundo formam a base de todas as outras formas de percepção. A ação motora, através do movimento e do toque, reforça a atenção visual da criança, permitindo, assim, que ela explore e manipule o ambiente. Enquanto a criança usa o movimento e o toque para desenvolver relações de dimensão horizontal e vertical, são desenvolvidas a percepção de forma e a constância perceptiva. Através de movimentos oculares na horizontal e vertical, movimentos manuais e das pernas, o bebê experimenta as linhas e as formas que vê e toca.

Na medida em que a criança desenvolve maior controle motor e perceptivo, os olhos se juntarão às mãos para explorar melhor o ambiente tridimensional. A interação de mãos e olhos inicia o longo processo de refinamento do controle motor fino. A visão lidera esse processo. Essa interação entre mãos e olhos permite que a criança desenvolva níveis mais altos de percepção e reconhecimento de formas, da mesma maneira que o sistema motor a capacitou a estabelecer a experiência visual de forma e direção. Aos dez meses, a criança segurará fortemente um objeto com as mãos, olhará para ele e o levará à boca, porque, para o bebê, as primeiras experiências foram originadas pela ação oral. No segundo ano de vida, a criança simplesmente observa o objeto enquanto o manuseia. Neste estágio, a visão foi previamente combinada através do motor e foi educada para discernir em um novo nível.
REFORÇO SENSÓRIO-MOTOR

Quando a diminuição da capacidade visual interfere no desempenho normal da criança, se torna necessário estruturar situações de aprendizagem para que ela use outros sentidos, e o sistema motor, para reforçar a visão. Desta maneira, a dificuldade em estabelecer uma experiência de aprendizado causada pela deficiência visual será minimizada pelo reforço multissensorial.

O tátil (toque) e o cinestésico (consciência da posição dos músculos) são muito importantes para o desenvolvimento de experiências significativas em todas as crianças. Aquelas com deficiência visual, particularmente, se beneficiarão de situações de aprendizagem que lhes permitam tocar e manipular coisas, enquanto são, ao mesmo tempo, encorajadas a usar sua visão residual. O entendimento visual do objeto ou situação será reforçado pela experiência tátil. Por exemplo, aprender a contar ou aprender um processo matemático, como a adição e a sub¬tração, com o uso de objetos como blocos ou bolas-de-gude permitirá à criança sentir tatilmente os objetos enquanto também os observa visualmente. Onde, inicialmente a criança pode ter tido dificuldade em entender o processo matemático visualmente (possivelmente devido à deficiência), a experiência tátil reforçará as habilidades visuais.

O sistema cinestésico permite à criança deficiente da visão desenvolver um entendimento visual do “entorno” espacial. O entendimento das distâncias, o desenvolvimento do timing (senso de oportunidade rela¬¬tivo à escolha do momento e do tempo de duração de alguma ação) e da coordenação para as crianças visualmente deficientes são estabelecidos pela combinação de informações recebidas através do movimento (o sistema cinestésico) e do processo visual. Por exemplo, o recém-nascido não entende distância e espaço visualmente até que possa combinar alguma outra informação recebida de outro sistema. Quando a criança desenvolve a capacidade de engatinhar pelo chão até o outro lado do aposento ou localizar e discernir um som vindo de um ponto distante, essas informações são combinadas com o que a criança vê. Por sua vez, a criança estabelece uma experiência que pode ser apli¬cada a novas situações de aprendizagem, de forma que a criança eventualmente atribuirá um significado ao que vê.

EXEMPLOS

Para desenvolver a combinação de experiências sensoriais e motoras, em primeiro lugar, é desejável deixar que a criança se torne mais consciente dos processos tátil e cinestésico separadamente. Podem-se desenvolver ativi¬dades tais como fazer a criança sentir a diferença entre quente e frio, tépido e fresco. Isto pode ser feito através do toque em vários recipientes com diferentes temperaturas. (Deve-se tomar o cuidado de não deixar a criança tocar um recipiente que esteja tão quente a ponto de provocar queimaduras ou dor.) Outra atividade para despertar a consciência tátil consiste em colocar objetos em um saco e deixar a criança diferenciá-los e identificá-los pelo toque.

Fazer com que a criança experimente objetos de diferentes pesos desenvolverá sua consciência cinestésica, como também as atividades que envolvam movimento e equilíbrio. Por exemplo, equilibrar-se sobre um só pé com os olhos fechados ou fazer a criança formar uma letra do alfabeto ou algarismo usando todo seu corpo desenvolverá a consciência do sistema cinestésico.

Na medida em que a criança desenvolve essas habilidades, podem ser criadas ati¬vidades extras para combinar informações sensório-motoras. Atividades tais como desenhar letras em uma caixa com areia no fundo permitirão que a criança combine informações táteis, cinestésicas e visuais. Chutar uma bola de cores vibrantes por um trajeto com obstáculos; esforçar-se para tocar uma luz que é movida para diferentes posições; jogar um saco de feijões em um objeto no outro lado do aposento são todas ativi¬dades pelas quais a criança combina informação para ganhar experiência. Estes são apenas alguns exemplos de atividades. Os pais são incentivados a serem criativos e a desenvolverem atividades que poderão ser mais apropriadas às habilidades e às necessidades da criança.

William V. Padula, O.D.
Susan J. Spungin, Ed. D.

Tradução: André Oliveira.
Site Desenvolvido pela Acessibilidade Brasil 2005 | www.acessobrasil.org.br

FONTE: http://silvabassani.blogspot.com/2010/04/estimulacao-visual-com-criancas-ate.html
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A IMPORTÂNCIA DE ESTIMULAR O SEU FILHO

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O QUE alguém aprende ou deixa de aprender na infância pode afetar suas habilidades no futuro?

A função das sinapses

Avanços na tecnologia do mapeamento cerebral permitem aos cientistas, como nunca, estudar o desenvolvimento do cérebro em mais detalhes. Tais estudos indicam que os primeiros anos de uma criança são essenciais para o desenvolvimento das funções cerebrais necessárias para lidar com informações, expressar emoções de forma adequada e tornar-se eficiente na linguagem.As conexões neurais são formadas muito rapidamente nos primeiros anos de vida.

O cérebro aumenta sensivelmente em tamanho, estrutura e função durante os primeiros anos de vida. Num ambiente rico em estímulos e incentivos ao aprendizado, as sinapses se multiplicam, criando uma ampla rede de conexões neurais, que dão origem ao pensamento, ao aprendizado e ao raciocínio.

O que pode acontecer é que, quanto mais estímulo o cérebro infantil recebe, mais células nervosas são ativadas e mais conexões são criadas entre elas. O interessante é que esse estímulo não é simplesmente de origem intelectual, adquirido quando se está presenciando acontecimentos, quando se obtêm informações ou quando se exercita a linguagem. Os cientistas constataram que o estímulo emocional também é necessário. Pesquisas indicam que se criam menos conexões neurais em bebês que não são abraçados, acalentados, emocionalmente estimulados ou com os quais não se fazem brincadeiras.

Bebês sem o estímulo adequado talvez não se desenvolvam tanto quanto outros.

FONTE: http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/2010/04/importancia-de-estimular-o-seu-filho.html
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LIVRO ENROLADO - ÓTIMO PARA TRABALHAR MOVIMENTAÇÃO E FIXAÇÃO OCULAR

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FONTE: http://silvabassani.blogspot.com/2010/04/livro-enrolado-otimo-para-trabalhar.html
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18 de abr de 2010

ESTIMULAÇÃO VISUAL segundo Natalie Barraga

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Retirado do livro de estimulação visual de Orcezi Antunes

FONTE: http://darlatividades.blogspot.com/2010/04/estimulcao-visual-segundo-nicole.html
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16 de abr de 2010

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“Uma criança não é capaz de explicar claramente
quais são seus sintomas
e assim devemos observar
como a criança se comporta
para ter uma idéia do seu nível de função visual
e qual poderia ser a sua experiência visual..”
(GILBERT; in VEITZMAN, 2000, p. 13)

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9 de abr de 2010

Tô De Olho lança na Abiótica 2010 o oclusor da torcida do Brasil na Copa do Mundo.

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Com o objetivo de transformar o tratamento de oclusão o mais prazeroso possível para a criança, a TÔ DE OLHO lança uma nova coleção de oclusores com as cores do seu time do coração e da Seleção Brasileira.
[9/4/2010 - 11:11]

Com o objetivo de transformar o tratamento de oclusão o mais prazeroso possível para a criança, a TÔ DE OLHO lança uma nova coleção de oclusores com as cores do seu time do coração e da Seleção Brasileira. Além de estarmos nas finais dos campeonatos estaduais, já estamos vivendo o clima da Copa do Mundo 2010.

Até pouco tempo atrás era muito difícil a criança ser estimulada a realizar um tratamento de oclusão, pois os tampões convencionais machucam o rosto. Isso levava muitas vezes à desistência do tratamento pela família e como consequência uma perda de visão definitiva para aquela criança.

A TÔ DE OLHO nasceu para mudar essa história, com tampões que não machucam e divertem, com estampas coloridas e motivos infantis. Não são colados no rosto, se encaixam nos óculos para oclusão. O contato com o rosto da criança é suave e macio, não provocando alergias.

Além disso, não são descartáveis e a higienização é fácil, podendo ser utilizados muitas vezes. Assim o tratamento se torna também muito mais acessível a toda população.

Trabalhar a auto-estima da criança é fundamental nesta fase de formação, dos 4 aos 9 anos. Conquistar a criança é muito importante. É o melhor caminho para o sucesso do tratamento!

Durante a Abiótica estaremos expondo no stand da De Laurentis Rua A - 10 Pavilhão verde.
www.todeolhotampão.com.br

tel.(11)3021-9299
Fonte: Tô de Olho Tampão
http://www.opticanet.com.br/secao/pages/LerMateria.aspx?matId=4003
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“Uma criança não é capaz de explicar claramente
quais são seus sintomas
e assim devemos observar
como a criança se comporta
para ter uma idéia do seu nível de função visual
e qual poderia ser a sua experiência visual..”
(GILBERT; in VEITZMAN, 2000, p. 13)

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4 de abr de 2010

ESTRABISMO

Em termos simples, é o desvio dos olhos da posição normal paralela. O problema pode estar presente desde o nascimento, aparecer nos primeiros anos de vida ou resultante de qualquer problema orgânico. É frequente confundir o verdadeiro Estrabismo com o chamado "falso Estrabismo", porque este último ao pouco crescimento do osso nasal ao nascimento, formando-se então uma dobra de pele no ângulo interno dos olhos chamado Epicanto, dando a impressão de um desvio ocular, conhecido como Pseudoestrabismo.



O Estrabismo verdadeiro ou visível pode observar-se para dentro (Esotropia Fig 1), para fora (Exotropia Fig 2), para cima (Hipertropia Fig 3), para baixo (Hipotropia Fig. 4), oblíquo e especiais. É claro que frequentemente existe uma mistura de diferentes tipos de desvios em um mesmo paciente.



Um paciente pode alternar o desvio dos olhos (por momentos o olho direito e, por vezes, o esquerdo), ou desviar sempre o mesmo olho.



CLASSIFICAÇÃO

De modo geral se pode classificar como:
- Paralítico e não paralítico.
- Congênitas e adquiridas.
Deve notar-se que a grande maioria dos Estrabismos não é paralíticos, ou seja, que os músculos do olho e seus nervos funcionam adequadamente, contrário a crença popular de que estrabismo é sempre causado por disfunções dos músculos e nervos.

DIAGNÓSTICO

O Ser humano, nos primeiros 3 meses de vida não tem a capacidade de fixar um objeto em uma forma contínua devido a falta de maturidade do sistema nervoso central, mas não desvia o olhar ou exista um Estrabismo nunca considerado normal. Qualquer dúvida a respeito deve ser esclarecida por uma oftalmologista especializado neste domínio, o qual pode diferenciar entre um verdadeiro Estrabismo ou a falta de fixação considerada normal para a idade.
Não existe erro maior para o futuro visual de uma criança com Estrabismo que perder tempo para o diagnóstico e tratamento adequado. Infelizmente, é comum ouvir o seguinte conselho: "Deixe a criança crescer para iniciar o tratamento". A perda de tempo pode significar que o paciente não desenvolva nunca a visão normal do olho desviado nem a visão binocular ou estereoscópica, sofrimento assim problemas na motricidade grossa e fina, dificultando a aprendizagem académica normal.

TRATAMENTO

-lentes.
SEMPRE deve ser como primeiro passo primordial a medição e prescrição de lentes de grau e baixo número de gotas de atropina para uso constante. As lentes são receitadas com três objetivos básicos:
- Ajudar o paciente a melhorar sua visão.
- Impedir o esforço que o sistema visual realiza para ver claro.
- Ajudar o oftalmologista na realização do diagnóstico exato do tipo de estrabismo.

- Oclusão com tampão.
Quando o médico considerar necessário, indicará tapar alternadamente os olhos com tampões próprios para este caso objetivando preservar ou melhorar a visão.

- Cirurgia.
O médico especialista em estrabismo determinará em cada caso, sobre a necessidade de cirurgia, podendo esta ser realizada em um ou ambos olhos, em alguns casos poderá ser necessários mais de um procedimento cirúrgico.
Independentemente da classe de estrabismo, o tipo de tratamento efetuado e do bom resultado cirúrgico obtido, cada paciente deverá ser avaliado periodicamente por um especialista dutante vários anos, pois que, enquanto o sistema visual não atinge a maturidade de um adulto, existe o perigo de perda de visão em um olho.

Recomendamos que você visite seu médico a cada 6 meses de ter realizado a cirurgia.

FONTE: http://www.susojos.net/2010/04/estrabismo.html

2 de abr de 2010

Olho biónico pode devolver visão

Cientistas australianos querem manter-se na vanguarda desta área de investigação

Governo australiano apresentou ontem um protótipo de olho biónico, cujos responsáveis esperam que seja capaz de devolver a visão a muitos cegos.

Os cientistas afirmam que esta é o maior marco desde o desenvolvimento do Braille. O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd garante que este “pode ser um dos avanços científicos mais importantes da nossa geração”.


Segundo os cientistas australianos, o aparelho implanta-se parcialmente no globo ocular e está desenhado para pacientes que sofrem uma perda de visão degenerativa e hereditária, causada por uma condição genética conhecida como rinite pigmentosa.

O olho biónico dispõe de uma pequena câmara, colocada sobre uma lente, que captura imagens e envia-as para um processador que pode guardar-se num bolso.

O dispositivo transmite um sinal à unidade dentro da retina que estimula os neurónios vivos dentro desta, que por sua vez envia as imagens ao cérebro.

É importante alertar que os utilizadores do olho biónico não voltarão a ter a visão perfeita, mas espera-se possam ser capazes de distinguir pontos de luz e que o cérebro poderá reconstruir imagens.

“O projecto do olho biónico permitira à Austrália manter-se na vanguarda desta linha de investigação e comercialização, devolvendo a visão a milhares de pessoas em todo o mundo”
, afirmou o Rudd.

FONTE: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=41242&op=all#cont

1 de abr de 2010

VOCÊ SABIA?

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Que a educação de crianças excepcionais,
ou Educação Especial,
iniciou por volta do século XIX na Europa e nos Estados Unidos?
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT