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7 de fev de 2012

Acuidade Visual de Teller ou Olhar Preferencial - o que é, como é realizado

Exames em crianças pré-verbais
O exame oftalmológico é feito de maneira completa em crianças de qualquer idade. O que varia é a maneira de proceder o exame.

Para medir a visão de bebês, é feita a acuidade visual pelo método olhar preferencial ou Teller. Este método foi especialmente desenvolvido para quantificar a visão de crianças abaixo de dois anos de idade (pré-verbais) e dispensa a informação verbal da mesma.

O que são Cartões de Teller?
Quando olhamos para uma parede, os olhos são atraídos primeiro para manchas, riscos ou quadros existentes nela. Os cientistas, percebendo isso, desenvolveram uma maneira de medir a visão do bebê, que segue este mesmo princípio.


Este teste passou a ser denominado olhar preferencial por Cartões de Teller, pois é realizado através de cartões com listras contrastantes (foto ao lado).


Estes cartões são feitos com rigor técnico onde o contraste é sempre o mesmo. As listras brancas e pretas obedecem um cálculo matemático denominado “ciclo por centímetro”. O teste baseia-se na observação das crianças que tendem a olhar mais para uma tela com listras pretas e brancas do que para uma superfície homogênea.

Como é o exame pelo método Teller?
O teste leva de 20 a 30 minutos. É realizado em uma sala especialmente projetada, discreta, sem atrativos que despertem a atenção do bebê e com uma iluminação rigorosamente regulada através de um fotômetro.

O examinador sempre começa o exame pelo cartão sugerido para a idade da criança.
Os cartões são apresentados normalmente atrás de um biombo, que deverá ter as mesmas cores dos cartões.

São mostrados cartões com listras cada vez mais estreitas, até que a criança não manifeste nenhuma preferência. As menores listras percebidas pela criança correspondem à sua acuidade visual.

O examinador observa, através de um orifício localizado no meio do cartão, o movimento que a criança realiza para fixar um lado ou o outro.

Muitas vezes é necessário realizar mais de um teste, principalmente em bebês muito pequenos.


Na foto, observa-se uma das reações esperada na criança com o teste. Muitas vezes, ela move a cabeça em direção às listras, outras vezes move apenas os olhos.


Após o teste, os pais ou responsáveis pelo bebê recebem uma ficha com o resultado do exame. Esta ficha deve ser guardada e apresentada ao médico e examinador no próximo teste de acuidade visual, para que possa se fazer a comparação de sua evolução visual.


Quem realiza este exame?


O examinador deve ser uma pessoa bem habilitada. Antes de exercer a função deverá ter assistido a muitos casos, auxiliado outros profissionais e ter realizado inúmeros testes sob supervisão de um profissional experiente.


Também deve ter facilidade em relacionar-se com bebês, para saber brincar e despertar a atenção dos mesmos. Isto é necessário porque o resultado do teste é baseado na interpretação das respostas.

A partir de que idade o bebê deve começar a fazer este teste?
A criança pode fazer este teste a partir dos primeiros dias de vida até a idade verbal, ou seja, até cerca de dois anos de idade. Nada impede que este teste seja aplicado em crianças maiores em casos especiais. O importante é notar que a visão de cada olho pode ser medida separadamente. Isto ajuda o oftalmologista conhecer as diferenças de cada olho e tratar precocemente casos como ambliopia, por exemplo.


O impacto do estrabismo na autoestima das pessoas

Estudo suiço mostra preconceito contra crianças estrábicas


Apenas uma correção: olho para fora é exotrópico e não esotrópico como está na reportagem; olho para dentro é tanto endo como esotrópico:
Um olho prestando atenção no gato, outro no peixe na frigideira. Ser vesgo não é só ter de ouvir piadas como essa, mas sofrer preconceito na hora de conseguir um emprego ou um parceiro.
O grupo que já demonstrara esses efeitos sociais do estrabismo agora relata que a criança estrábica tem menos chances de ser convidada para festinhas de aniversário.
Segundo Stefania Margherita Mojon-Azzi, Andrea Kunz e Daniel Stéphane Mojon, o preconceito contra crianças estrábicas aparece já em torno dos seis anos.
A equipe recrutou para o estudo 118 crianças de três a 12 anos que eram pacientes de uma clínica de oftalmologia em Saint Gallen, Suíça; nenhuma era estrábica.
Os pesquisadores usaram fotos de crianças que seriam ou não convidadas para a suposta festa. A mesma foto era alterada para criar um "gêmeo" estrábico. Um dos "gêmeos" era esotrópico (vesgo com o olho para fora), outro era endotrópico (vesgo com o olho para dentro).
Havia um conjunto de fotos de um garoto e outro de uma menina, um total de seis fotos. A cor da camiseta também era modificada na foto.
Cada criança tinha que escolher quatro vezes, ou seja, poderia convidar um estrábico de zero a quatro vezes.
Entre 48 crianças com idades entre seis e oito anos, nada menos que 18 não convidariam nenhum vesgo; 17 escolheram só uma vez, 11 o fizeram duas vezes e apenas duas escolheram três vezes. Nenhuma escolheu o estrábico as quatro vezes.
A equipe sugere que a cirurgia corretiva seja feita a partir dos seis anos. "Não podemos mudar uma tendência da maioria das sociedades de que todo mundo quer parecer perfeito e jovem. Como na Suíça, em muitos países o número de crianças e adultos com estrabismo visível está cada vez menor, e a maioria não sabe mais como reagir se confrontada com uma pessoa muito estrábica", disse Mojon à Folha.
"Somos a clínica que introduziu dez novos procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos para corrigir estrabismo", declara Mojon.
IMPACTO
"A criança estrábica é totalmente discriminada", diz o oftalmologista brasileiro Ruy Kamei. "Ela tem dificuldade de te fitar nos olhos. É muito retraída", diz. Kamei concorda com as conclusões do estudo, que corresponde à prática do seu consultório.
Ele conta já ter feito correção de estrabismo em um homem de 40 anos que percebeu que sua vesguice estava criando problemas nas entrevistas de emprego.
O impacto do estrabismo na autoestima das crianças pode ser demolidor. Kamei narra outro episódio em que o estrabismo "parecia estar até segurando o desenvolvimento de uma menina de 12 anos". Enquanto suas irmãs nessa idade já tinham até menstruado e estavam com 1,70 m de altura, ela continuava sem menstruar e com 1,40 m. Depois da cirurgia, ela logo menstruou e alcançou a altura das outras irmãs.

RICARDO BONALUME NETODE SÃO PAULO

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/785499-estudo-suico-mostra-preconceito-contra-criancas-estrabicas.shtml

Células-tronco embrionárias devolvem visão a pacientes cegos



Cientistas americanos conseguiram melhorar a visão de duas pacientes que estavam quase cegas injetando células-tronco de embriões em seus olhos. As duas mulheres tiveram a visão melhorada em questão de semanas depois de receberem o tratamento.

Essa descoberta traz esperança de cura no futuro para a degeneração macular relacionada à idade – que resulta em perda de visão devido a danos na retina. Este problema afeta atualmente cerca de 500 mil pessoas na Grã-Bretanha.

Os resultados publicados nesta semana proporcionam um grande impulso na pesquisa com células-tronco. “Este é um momento muito emocionante em relação a terapias com células-tronco embrionárias”, afirmou Daniel Brison, pesquisador na área de células-tronco em Manchester, na Inglaterra.

Esse foi o primeiro relatório científico que mostrou que células derivadas de embriões foram transportadas com segurança em humanos sem sinais de complicações.

Em uma experiência paralela, um homem britânico se tornou o primeiro europeu a ser tratado com células-tronco embrionárias, no Hospital de Olhos Moorfield, em Londres.

Ambas as mulheres que fizeram parte do estudo realizado nos EUA sofrem de degeneração macular, condição que piora a visão central e é causada pela morte de células da retina. As duas pacientes receberam o tratamento com células-tronco em julho passado.

Pesquisadores da Jules Stein Eye Institute, da Universidade da Califórnia, nos EUA, não encontraram problemas de segurança com as duas pacientes, quatro meses depois que elas começaram o tratamento.

Cada paciente teve um dos olhos injetados com cerca de 50 mil epitélios pigmentados da retina (EPR), células derivadas de células-tronco embrionárias. Dessa maneira, a visão de um olho pode ser comparada com a do outro, que não recebeu o tratamento.

A degeneração macular relacionada à idade é causada pela morte das EPRs na retina. Cientistas acreditavam que novas células EPR provenientes de células-tronco, desenvolvidas nos EUA, poderiam ajudar a melhorar a saúde dos olhos e a visão – o que se mostrou correto no novo estudo.



Fonte: hypescience
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

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FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT